Práticas como dança, reiki e outras atividades como arteterapia auxiliam na prevenção da saúde e serão implantadas nas unidades básicas.
Tubarão
Prevenção é fundamental quando se trata de saúde. No entanto, a maioria das pessoas, quando sente dor, procura um médico em busca de um remédio para solucionar o problema imediato, e esquece-se de entender o que agravou a situação e o que pode ser feito para prevenir. Além da medicina tradicional existe uma série de atividades alternativas que contribuem para a manutenção da saúde e bem-estar da pessoa. Atentos à importância da prevenção, o Ministério da Saúde incluiu 14 novas terapias alternativas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Esses procedimentos seriam oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Foram incluídas na PNPIC, segundo a portaria nº 849, a arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga.
Cada município é responsável por oferecer os serviços à população nas Unidades de Atenção Básica. No entanto nem todas as cidades oferecem a totalidade das terapias que constam no PNPIC, pois cada município pode optar por práticas em que há demanda.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde a criação em 2006 da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, mais de cinco mil estabelecimentos passaram a oferecer terapias alternativas. Na região, a arteterapia já é estudada em busca da inclusão da prática nas unidades de saúde.
“Queremos incentivar a comunidade a procurar esses serviços que irão contribuir com a saúde e também aumentar a demanda de empregos aos profissionais da área”, afirma a professora de artes do Caps de Tubarão Marluza Tonial, que iniciou a especialização em arteterapia.
Arteterapia desenvolve o autoconhecimento
Sirlei nasceu na localidade de Morro Azul, Pontão, em Jaguaruna, e morou lá por muitos anos. Os seus pais adotivos eram proprietários de um engenho de farinha, moedor de arroz e plantavam fumo, contudo, a sua infância e adolescência junto com os dois irmãos adotivos, filhos biológicos de Cesarina e José João, sempre foram humildes. “Nunca tivemos nada para esbanjar até porque não tinha como. Sempre o suficiente para viver e continuo assim até hoje”, salienta.
A mãe biológica e os pais adotivos de Sirlei faleceram há alguns anos. Ela diz que sempre teve um bom relacionamento com a sua mãe e também com aqueles que a tiveram como filha. “Também me dou bem com os meus irmãos do coração e com os biológicos. Entretanto, com os filhos da minha mãe biológica não temos muito contato”, afirma.
Funcionamento
A arteterapia é uma nova profissão, o campo de trabalho é amplo, e há poucos profissionais nesta área na região. Com a inserção no SUS, a arteterapia passa a ser oferecida pela rede pública municipal e estadual, ficando mais próxima das questões básicas de saúde. O arteterapeuta está apto a trabalhar não só nos centros especializados, mas na unidade básica onde tudo começa. Ele também pode promover a inclusão e socialização nas áreas assistenciais e de ensino; tendo comprovado sua eficácia no auxílio e motivação da aprendizagem.

